Desde cedo já sentia que eu era diferente das outras crianças, todas elas só queriam entrar no Orkut e falar no idioma miguxes no MSN, eu só pensava em blogar. Lembro de uma vez na escola quando a professora Amélia uma senhora idosa, perguntou a classe o que nós queríamos ser quando crescermos foi perguntando pra todo mundo, e quando chegou minha vez eu falei que queria ser BLOGUEIRO. A classe toda começou a rir e apontavam pra mim e cantavam em coro auto e repetitivo BLOGUEIRO, BLOGUEIRO, BLOGUEIRO.
A professora Amélia com aquele ar de reprovação ameaçou chamar meu pais, apesar de ser criança naquela época consegui me sair bem dizendo que estava brincando, e na verdade queria se médico. Ai ela disse: se for assim tudo bem mais não me pronuncie essa palavra novamente nem brincado. E foi assim que eu vi naquele momento que a minha vida como blogueiro não seria nada fácil.
Na adolescência todo parecia ser mais fácil, eu já era um blogueiro anônimo por um tempo e tava começando a ganhar uns trocados com o adsense e meu blog já tava começando a ficar bem rankeado no Blogblogs. Minha mãe já andava meia desconfiava de algo,  por varias vezes ela entrava no meu quarto para pegar roupas sujas, e quase me pegava criando um post no wordpress. Eu fechava a pagina rapidamente e tentava disfarçar, ela me perguntava o que eu estava fazendo e falava que estava vendo vídeos engraçados no youtube, mais ela não era boba sabia que tinha algo de errado.
Foi ai que eu tive a péssima idéia de contar para minha família, o motivo pelo qual eu passava tanto tempo trancado no meu quarto. Foi num domingo quando estavam todos reunidos no almoço comendo a famosa macarronada com frango da minha mãe, quando eu falei. Pai, mãe eu preciso falar uma coisa, eu sou blogueiro. Todos pararam de comer naquele momento e olharam para min. Meu pai gritou bem alto. O que! Eu não criei um filho para ser blogueiro, com tantas coisas pra ser, você vai querer logo blogueiro. Eu preferiria ter um filho ladrão. Minha mãe só chorava e tampava o ouvido da minha irmãzinha para não ouvir aquilo. Eu ainda tentei argumentar falando que aquilo não era nada só que não teve jeito. Meu pai me expulsou de casa, minha irmãzinha ainda chegou na porta do meu quarto enquanto eu arrumava as malas e me perguntou Leonildo, o que um blogueiro. Ai eu disse: é uma coisa que parece ser fácil mais é muito difícil.
Continua…

Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança é mera coincidência!